Curitiba é uma cidade repleta de oportunidades para quem domina outro idioma.
Inserida num contexto sociocultural muito plural, tem não somente em suas raízes coloniais, mas em sua vida acadêmica, com uma das Universidades mais antigas do Brasil, e uma economia pujante, uma base sólida para atração de empresas internacionais, de diversas origens.
Não é incomum o Curitibano se deparar com pessoas falando outras línguas em ambientes de lazer. Não é algo que fica restrito ao ambiente acadêmico e profissional.
Os novos contornos da economia da nossa capital, incluem o surgimento de uma cena repleta de novas empresas de tecnologia, Startups relacionadas ao urbanismo e mobilidade, temas muito presentes no dia-a-dia da cidade. Sua infraestrutura adequada, a CIC, a sua Região Metropolitana altamente vocacionada a setores produtivos do arranjo local do Estado, atraem novas indústrias de setores já representados ou não.
Alguma indecisão das empresas e investidores na escolha da Cidade, passa pelo mesmo que é verificado no restante do país, a falta de qualificação completa mão-de-obra intelectual, para determinadas funções e mercados que são atendidos, por essas marcas. Entre competências e habilidades que faltam aos curitibanos e brasileiros, algumas são há décadas de conhecimento de todos; sendo a maior parte delas as “hard skills” (habilitação técnica e emocional) em comunicação, gestão das relações interpessoais, e línguas estrangeiras. Infelizmente Curitiba não é diferente das demais capitais e outras cidades grandes do país, onde a quantidade de pessoas capazes de FALAR outras línguas é decrescente (se considerada a perda das gerações dos imigrantes). Bem como estas demais cidades, Curitiba conta com uma vasta gama de alternativas na oferta de ensino de línguas, algumas destas presentes há mais de 80 décadas, e os mesmos menos de 3% da população Fluente em outras línguas.
Conclusão com pontos principais
A cidade apresenta os meios para mudar essa realidade, mas sua população, influenciada, como num fenômeno Mundial, pela busca incessante do imediatismo prometido por escolas consagradas de ensino massificado, da conveniência da web, da praticidade dos “projetos bilíngues” dos Colégios, de promessas de facilidade de uma legião de “professores” particulares despreparados, tem se tornado vítima de si mesma. Tanto que Centros Oficiais de formação, validados por gerações deixaram de existir, ou têm diminuído de tamanho e perdem capacidade de escala. Quando seria imaginável o Interamericano desaparecer em poucos anos? O Goethe não ter turmas presenciais numa cidade como Curitiba, que conta com incontáveis indústrias de origem Germânica?
É saber que com essas características, a Cidade respirará outros ares, do momento em que haja uma conscientização para essa forte demanda e um olhar para esse visível retrocesso, promovido pela “propaganda”, presença e capilaridade comercial competente de marcas que já provaram que não dão resultado, pela ausência de iniciativas no sentido correto (Governo deixando de promover o acesso a apps por anos, sem colher resultados por isso), ausência de orientação profissional adequada, e predileção pelas instituições menos austeras.
“Não dá para esperar resultados diferentes, escolhendo seguir fazendo o mesmo.”


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