Uma série histórica de uma pesquisa, conduzida pela Thomas Case, aponta um incremento da diferença que a fluência em inglês pode representar no salário e empregabilidade. Será que isso se dá pelo aumento da demanda pela habilidade, ou pela redução da oferta de profissionais com a qualificação? A resposta certa é: as duas coisas. Em determinado momento do período, houve o aumento da demanda, e mais recentemente, proporcionalmente ao crescimento da população economicamente ativa, a uma queda na qualificação. Importante ressaltar que não é uma diminuição na quantidade de pessoas se expondo ao aprendizado de outras línguas, mas sim da fase alcançada na qualificação.

Em 2021, essa diferença de salário chegou a 83% a mais para profissionais fluentes no idioma, do que colegas que não dominavam, em alguns cenários e recortes salariais. Para algumas funções, em determinadas empresas, não se trata de mais ou menos e sim de ocupar ou não a função, ser ou não chamado para a vaga, receber ou não a promoção. Empresas multinacionais ocupam a prateleira das empresas que, reconhecidamente, estão num degrau mais elevado na hierarquia da estabilidade empregatícia. Elas conduzem processos mais criteriosos e erram menos nas contratações, portanto, consequentemente permanecem mais tempo com os profissionais e investem mais na qualificação e permanência dos talentos. Acesso a empresas multinacionais ou nacionais que fazem negócios com o exterior é sempre facilitado pela fluência em um idioma, ou mais.

A escassez dessa habilidade é tão grande, que em uma entrevista de emprego, o simples fato do candidato saber inglês, é considerado uma característica positiva acerca do comportamento, como um todo – pois demonstra uma enorme diferença para os demais, da necessidade de se capacitar e se aperfeiçoar cada vez mais”.

É uma lástima vermos jovens, que ao olharem para as gerações anteriores, percebem que seus membros levam suas vidas sem falar outras línguas, e cada vez mais, decidem que não parece assim tão necessário. Convenhamos… Estamos colhendo o que plantamos. Quantos não deram ouvidos àquela pessoa mais velha e sábia (o avô) que dizia: “vá lá meu filho (neto), vá aprender inglês, isso vai abrir portas para você!”?
Não é sobre constatar que conhece mais pessoas que não falam e que levam suas vidas sem FALAR outra língua, ou com o “eu me viro”. É sobre conhecer quem não conquista algo pela falta da fluência, enquanto não conhece ninguém FLUENTE que não leve bem a sua vida. É uma garantia! Das poucas que um Mundo repleto de incertezas, oferece!

Conclusão

A vida não cobra o inglês hoje — Essa é a sensação.
Ela cobra no momento mais decisivo — essa é a realidade.

Aquisição de uma língua é altamente valorizada, porque no Brasil a maior parte das pessoas fracassa ao tentar, ou sequer tenta. Parte do problema é que os que buscam e tentam, encontram mais acesso e optam por ensino mais conveniente, que habitualmente é massificado e desqualificado.
O valor dado a algo, que aparentemente é muito difícil é cada vez mais crescente.

É ilusão que precisa ser difícil. A escolha certa, pela estratégia correta, orientada, e de instituições validadas, está disponível na maior parte das grandes cidades do Brasil.
Mas também é ilusão acreditar que é algo que seja viável da noite para o dia. Procrastinação das essencialidades e falta de sendo de prioridades é algo praticamente unânime na população. Portanto, é preciso começar!

Porque quando surge aquela vaga, aquela viagem, aquele projeto — não estar pronto significará aquela sensação amarga de “eu sabia e não cumpri”.

A questão não é o inglês, é o que ele, e outras línguas, destravam na vida de quem possui.

A devida provocação, com todo respeito é:
Por quanto tempo mais você vai deixar sua decisão esperando?


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